Engenharia Genética ............................... este blog foi avaliado com 20 valores

quinta-feira, novembro 02, 2006

Gémeos de Cores Diferentes



Um caso raro na medicina foi registrado pela imprensa nesta quarta-feira no Reino Unido. Segundo o Journal Live, de Newcastle, a britânica Kerry Richardson deu à luz a dois gêmeos, um branco e um negro, fato que tem a probabilidade de acontecer uma vez em um milhão.
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Os pequenos gêmeos Layton and Kaydon Richardson são frutos de uma rara propabilidade genética que deu tons de pele diferentes aos dois.
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A mãe Kerry Richardson, de 27 anos, afirma que seus bebês atraem as atenções em todos os lugares que vão. "Quando eles nasceram, ninguém notou a diferença porque eles eram praticamente da mesma cor", disse.
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"Com o passar dos meses, Layton foi ficando mais claro e loiro, como seu pai. Kaydon foi ficando mais escuro, como eu", disse Kerry.
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Os irmãos nasceram no dia 23 de julho deste ano. O geneticista Stephen Withers afirma que as chances de os dois terem cores diferentes era muito baixa. "É uma chance em um milhão", afirmou.

quarta-feira, outubro 18, 2006

Gatos anti-alergicos



Uma empresa de biotecnologia dos Estados Unidos teve uma ideia que é um ovo de Colombo: produzir gatos que não causam alergias aos donos. Chegar lá, ao que parece, foi só uma questão de tempo.
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A Allerca, assim se chama a empresa, garante que obtém estes animais inofensivos para os hipersensíveis através de cruzamentos e sem qualquer manipulação genética. Depois de desmamados vende-os, mediante encomenda prévia, por três mil euros cada. E as encomendas, aparentemente, não escasseiam.
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A alergia aos gatos, que se traduz em vários sintomas desagradáveis como congestionamento dos olhos e nariz, sessões de espirros seguidos e comichão no corpo, é geralmente causada por uma glicoproteína, a Fel d1.
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Aquela proteína é produzida pelas glândulas sebáceas do gato e concentra-se no pêlo, na saliva e na pele do animal, por ordem directa de um gene com o mesmo nome: Fel d1.
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De acordo com a empresa de biotecnologia, este gene surge alterado num gato em cada 50 mil, sendo que a respectiva proteína produzida nesses animais acaba por perder o seu potencial alergénico para os seres humanos.
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A empresa partiu então à "caça" de gatos com esse gene alterado e, uma vez encontrados em número suficiente, iniciou um programa de cruzamentos que lhe permitiu começar a produzir gatos que não causam alergias aos donos.
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Trata-se de um processo "moroso", admitiu à BBC News Steve May, da Allerca, que garantiu não utilizar processos de alteração genética nos animais.
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Os gatos estão agora prontos para entrega, mas a empresa já aceitava encomendas desde 2004. Ao que parece este é um nicho de mercado que promete e poderá mesmo tornar-se global.
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De acordo com especialistas citados pela BBC, cerca de 35% dos seres humanos sofre de alergias, simples ou múltiplas, sendo que a aos gatos é uma das mais comuns.
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segunda-feira, outubro 02, 2006

Descoberta causa genética da não formação de impressões digitais


Investigadores da Faculdade de Medicina do Politécnico de Haifa, em Israel, descobriram a causa genética que impede a formação de impressões digitais em algumas pessoas, noticiou ontem a imprensa israelita.
O problema, conhecido como “síndrome de Nagali”, deve-se a um mau funciona mento de uma proteína conhecida como «cretin 14», segundo a equipa de investigadores chefiada pelo professor Eli Shperjer. A descoberta resultou de um estudo que decorreu durante os últimos 20 anos e que consistiu, numa primeira fase, em procurar pessoas nascidas na Europa e nos Estados Unidos sem impressões digitais.
A identificação através das impressões digitais, que são diferentes em todos os seres humanos, deve-se a um método que data de há mais de cem anos criado na Argentina por Juan Vucetich, um antropólogo e oficial de polícia de origem croata.

segunda-feira, julho 24, 2006

Descoberto código que organiza o DNA dentro da célula


Muitas doenças, incluindo o cancro, costumam ser acompanhadas - ou causadas - por mutações no DNA
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A molécula de DNA, que carrega a informação genética, fica no núcleo da célula, comprimida em pequenas esferas chamadas nucleossomas, que por sua vez se organizam nos cromossomas. A posição dos nucleossomas é importante, já que o formato dos blocos acaba impedindo o acesso de certas proteínas a trechos do código genético, interferindo na própria replicação de partes do DNA. Agora, uma equipa de cientistas, encabeçada por Eran Segal, conseguiu quebrar o código genético que determina onde os nucleossomas ficarão localizados ao longo da sequência do DNA.
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Durante anos, cientistas debateram se a localização dos nucleossomas nas células vivas seria controlado pela própria sequência genética. Segal e seus colegas determinaram que o DNA realmente codifica uma "lei de zoneamento" dos nucleossomas. O trabalho será publicado na edição desta quinta-feira da revista Nature.
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Os pesquisadores conseguiram isso ao examinar cerca de 200 locais de nucleossosmas e perguntar se as sequências teriam algo em comum. Análises matemáticas revelaram semelhanças entre os trechos de DNA amarrados nos nucleossomas e, por fim, uma "palavra-chave" dentro do DNA que ajuda o segmento a se dobrar no formato esférico do nucleossoma.
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Muitas doenças, incluindo o cancro, costumam ser acompanhadas - ou causadas - por mutações no DNA e na forma como ele se organiza nos cromossomas. Esses processos podem ser influenciados pela acessibilidade de trechos do código genético a certas proteínas, e a descoberta do sistema de formação dos nucleossomas poderá ajudar em pesquisas médicas futuras.

quinta-feira, julho 13, 2006

Descoberta genética pode ajudar em problemas do sono

Um gene que afeta o relógio interno do corpo não funciona do modo como se pensava inicialmente, informam pesquisadores
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Uma pista recém-descoberta sobre o funcionamento de uma proteína indica o caminho para tratamentos mais eficientes para doenças relacionadas ao sono. Um gene que afeta o relógio interno do corpo não funciona do modo como se pensava inicialmente, informam pesquisadores na edição online do periódico Proceedings of the National Academy of Sciences.
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Cientistas imaginavam que uma mutação do gene CK1, conhecida como mutação tau, atrasava a atividade do gene, o que permitia que o relógio biológico corresse mais depressa. Mas agora pesquisadores informam que a mutação acelera o relógio do corpo estimulando o gene, e não reprimindo sua atividade.
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"A chave para desenvolver tratamentos para problemas como depressão e insônia - ligados ao ritmo circadiano - é prever como o relógio biológico pode ser controlado", diz nota do médico David Virshup, do Instituto de Câncer Huntsman, da Universidade de Utah. O ritmo circadiano é o ciclo de atividade do corpo humano, tal como definido pelos períodos de sono e vigília.
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Uma proteína chamada PER ajuda a acertar o relógio biológico, e os pesquisadores estudaram como a PER se degrada dentro das células. A teoria anterior previa que a mutação tau levaria a PER a se acumular rapidamente. Quando testaram a idéia em células de ratos, porém, o ritmo circadiano acelerou enquanto o gene CK1 se tornava mais ativo, e a PER desaparecia mais depressa que o normal.

segunda-feira, junho 19, 2006

Aquecimento global afecta a evolução das espécies

As mudanças ocorreram como reação a alterações nas estações do ano, não como efeito direto das temperaturas maiores
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As rápidas mudanças climáticas registradas nas últimas décadas causaram mudanças na genética de muitas espécies animais, incluindo esquilos, pássaros e mosquitos, mostra estudo publicado na edição desta semana da revista Science.
Essas mudanças modificaram o número de populações desses animais, de acordo com o estudo.
De acordo com William Bradshaw e Christina Holzapfel, biólogos da Universidade do Oregon, as mudanças ocorreram como reação a alterações nas estações do ano, não como efeito direto das temperaturas maiores. Os cientistas dizem que o aquecimento global é mais rápido nas regiões próximas aos pólos, com secas mais prolongadas e frio menos intenso no inverno.
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"Nos últimos 40 anos, muitas espécies animais foram se aproximando dos pólos e suas populações começam a migrar, desenvolver-se e reproduzir-se mais cedo", diz Bradshaw.
Segundo Holzapfel, até agora acreditava-se que essa transformação era provocada pela capacidade dos indivíduos de modificar seus comportamentos e fisiologia em resposta a mudanças ambientais. Mas estudos recentes demonstram que não se trata apenas de uma "plasticidade fenotípica" - capacidade de mudar comportamentos dentro de uma mesma matriz genética - mas também de modificações genéticas e hereditárias nas populações.
"Animais pequenos, com ciclo de vida curto e grandes populações provavelmente se adaptarão melhor e poderão sobreviver", disse Bradshaw, alertando que "as populações de animais de grande porte e com ciclo de vida maior experimentaram declínio".

domingo, maio 28, 2006

Investigadores lusos descobrem novo gene que causa leucemia

Investigadores do IPO/Porto descobriram um novo gene que causa um tipo agressivo de leucemia, o que permite antecipar a terapia mais adequada, melhorando as possibilidades de cura(...)
O novo gene, que foi descoberto pela equipa liderada pelo Prof. Manuel Teixeira, do Serviço de Genética do Centro de Investigação do Instituto Português de Oncologia do Porto (IPO/Porto), localiza-se no cromossoma 2 e chama-se Septina.
Os investigadores descobriram que uma alteração cromossómica faz com que o gene da Septina se junte ao gene MLL, localizado no cromossoma 11, dando origem a um novo gene de fusão que causa um tipo de leucemia muito agressivo, a leucemia mielóide aguda, de mau prognóstico.
«Com esta descoberta podemos detectar imediatamente que se trata deste tipo particularmente agressivo de leucemia, que exige a aplicação imediata da quimioterapia mais intensa que o paciente possa aguentar», disse à Lusa o líder da equipa, Manuel Teixeira.
O investigador explicou que antes desta descoberta, os médicos iniciavam o tratamento com doses moderadas de quimioterapia, que aumentavam progressivamente até à dose máxima, caso não houvesse resposta.
Esta descoberta permite também que, após a recuperação, o doente seja seguido através de análises genéticas de medula óssea que avaliam com maior precisão a eficácia do tratamento.
«Nos casos em que se verifique a cura, as mesmas análises genéticas permitirão detectar muito mais cedo uma eventual recaída, mesmo antes que o doente tenha qualquer sintoma», disse Manuel Teixeira.
Esta descoberta já foi publicada na prestigiada revista norte-americana Oncogene, publicação especializada em Oncologia do grupo de publicações científicas Nature.