Engenharia Genética ............................... este blog foi avaliado com 20 valores

domingo, janeiro 22, 2006

Então...!! Mas, para quê alterar o genoma das plantas????

Existem milhares de aplicações possíveis para os OGMs. O sector que mais visivelmente tem explorado esta técnica é o da agricultura. Seguidamente são apresentados alguns dos potenciais benefícios resultantes do uso de transgénicos, tal como defendido e apresentado pelas indústrias da biotecnologia.
Controle de pragas: O uso de herbicidas para controlar o crescimento de ervas daninhas generalizou-se, mas estes não são inócuos e, para além de prejudicarem as colheitas, estão na origem de problemas ambientais muito significativos.
A indústria biotecnológica desenvolveu plantas geneticamente modificadas que produzem o seu próprio pesticida ou que são resistentes à aplicação de um herbicida. Desta forma, alega que as culturas não são afectadas e que a aplicação necessária de biocidas é inferior, minimizando os problemas ambientais.
Resistência a doenças: muitos vírus, fungos e bactérias são responsáveis por várias doenças que afectam as plantas. A engenharia genética tem desenvolvido formas de introduzir nestas espécies vegetais genes que lhes conferem resistência a organismos patogénicos.
Tolerância à geada: as geadas são uma das causas da perda de colheitas, sobretudo em regiões sujeitas a elevadas amplitudes térmicas. Foi descoberto num peixe que habita as águas do Ártico um gene que impede a formação de gelo, tendo sido introduzido no ADN do tomate e do tabaco. Desta forma produzem uma proteína que, aderindo à superfície dos caules e das folhas, impede a formação dos cristais.
Nutrição: a subnutrição é um problema usual em países do terceiro mundo onde, por vezes, as populações dependem unicamente de um tipo de cultura (por exemplo, o arroz). A indústria biotecnológica alega poder introduzir na constituição desta e de outras culturas uma série de nutrientes importantes para fornecer uma alimentação mais completa às populações.
Em 1999 investigadores suíços desenvolveram o chamado “arroz dourado” que produz beta‑caroteno (provitamina A), metabolizado pelo corpo em vitamina A (cuja carência, no sudoeste asiático, leva à cegueira 250 000 crianças todos os anos).
Indústria farmacêutica: medicamentos e vacinas exigem rigorosas condições de acondicionamento (temperatura, embalagem, humidade, etc.). Várias empresas têm tentado inserir em alimentos como a banana e o arroz os princípios activos de determinados medicamentos ou mesmo vacinas. O processo facilitaria o seu transporte, armazenamento e administração, podendo revolucionar o combate a doenças nas regiões do Mundo mais desfavorecidas.
Fito-remediação: a poluição do solo e dos lençóis freáticos é um problema extremamente grave e comum em todo o Mundo. É possível alterar geneticamente determinadas plantas de modo a aumentar a sua capacidade de absorver metais pesados e outros contaminantes. No entanto, o destino destas pode ser problemático, dependendo dos poluentes envolvidos.

by: http://www.stopogm.net/biotecnologia/aplicacoes.htm

sexta-feira, janeiro 20, 2006

A Lista Negra...

Para dar uma ideia do estado actual de difusão dos vegetais geneticamente modificados, recolhemos informações e examinamos na internet. Aqueles que resultam frequentemente modificados são: soja, milho, batatas, tomates. Sendo os derivados da soja ingredientes emulsionantes e componentes de muitos alimentos a encontraremos em tudo: biscoitos, macarrão, pizza, refrigerantes, doces, sem excluir nem mesmo a lecitina, nem o leite de soja, alternativa infantil ao leite da vaca (...!), sem excluir os “naturais” substitutos para vegetarianos: tofu e bistecas de soja (...) e então o óleo de soja e tudo aquilo que foi frito com ele, salgadinhos e “chips” vários (onde é OGM até a batata) e então também a salsa de soja. Em conclusão, muitos produtos dietéticos: barras ou “shakes” de proteína e chocolate (o chocolate nestlé está na lista) e alimentos que contenham margarina (...), e produtos para cães, gatos e crianças: não se salva ninguém!!
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Passamos ao milho: temos o amido de milho, o óleo não biológico, o levedo artificial, o xarope de glucose, o xarope de milho. E com o xarope de milho passamos aos adoçantes. O xarope de milho se encontra em quase todas as bebidas e sodas, inclusive aquelas “saudáveis”, e em todos os produtos doces ou adoçantes, do yogurt à aspirina. O aspartame (e então Equal, Nutra Sweet) que é um adoçante artificial: na coca-cola contém todos os dois, isso é, seja aspartame que o xarope de milho (além da cafeína, naturalmente!). Que bela bebida para crianças!!
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Em resumo, os produtos assim modificados, e não qualificáveis como verdadeiros alimentos, são mais de 30.000!!! Aqueles “vegetais”, sem contar aqueles animais.
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quinta-feira, janeiro 19, 2006

Comestivel ou Não comestivel????

A maioria dos alimentos mais importantes do mundo são o grande alvo da engenharia genética. Muitas variedades já foram criadas em laboratório e outras estão em desenvolvimento.
O cultivo irrestrito e o marketing de certas variedades de tomate , soja, algodão, milho, cânola e batata já foram permitidos nos EUA. O plantio comercial intensivo também é feito na Argentina, Canadá e China. Na Europa, a autorização para comercialização foi dada para fumo, soja, cânola, milho e chicória, mas apenas o milho é plantado em escala comercial (...).
Molho de tomate transgênico já é vendido no Reino Unido e o milho e a soja transgênica já são importados dos EUA para serem introduzidos em alimentos processados e na alimentação animal. De fato, estima-se que aproximadamente 60% dos alimentos processados contenham algum derivado de soja transgênica e que 50% tenham ingredientes de milho transgênico. Porém , como a maioria destes produtos não estão rotulados, é impossível saber o quanto de alimentos transgênicos está presente na nossa mesa. No Canadá e nos EUA, não há qualquer tipo de rotulagem destes alimentos. Na Austrália e Japão a legislação ainda está sendo implementada. Em grande parte do mundo os governos nem sequer são notificados se o milho ou a soja que eles importam dos EUA são produtos de um cultivo transgênico ou não.
Além dos transgênicos já comercializados, algumas variedades aguardam autorização:
» salmão, truta e arroz, que contem um gene humano introduzido;
» batatas com um gene de galinha;
» pepino e tomates com genes de vírus e bactérias.
Até o momento, há uma grande oposição à contaminação genética dos alimentos. São consumidores, distribuidores e produtores de alimentos que exigem comida "de verdade", sem ingredientes transgênicos. Apesar da preocupação, a introdução descontrolada de transgênicos continua a crescer em níveis alarmantes. A menos que a oposição se sustente e ganhe força nos próximos anos, um aumento drástico destes alimentos pode ocorrer, e a opção de evita-los poderá ficar cada vez mais difícil.

terça-feira, janeiro 17, 2006

O que é Engenharia Genética????


A engenharia genética permite que cientistas usem os organismos vivos como matéria prima para mudar as formas de vida já existentes e criar novas.
As características de um organismo são determinadas pelo DNA, que se encontra no núcleo de suas células. O DNA contém a informação genética que determina como as células individuais e, consequentemente, o organismo como um todo, será construído, como funcionará e se adapta ao ambiente.
Um gene é um segmento de DNA (...) possui uma composição química que vai determinar o seu comportamento. Como isso é passado de geração em geração, a descendência herda estes traços de seus pais. Desenvolvendo-se constantemente, os genes permitem que o organismo se adapte ao ambiente. Este é o processo da evolução.
A engenharia genética utiliza enzimas para quebrar a cadeia e DNA em determinados lugares, inserindo segmentos de outros organismos e costurando a sequência novamente. Os cientistas podem "cortar e colar" genes de um organismo para outro, mudando a forma do organismo e manipulando sua biologia natural a fim de obter características específicas (por exemplo, determinados genes podem ser inseridos numa planta para que esta produza toxinas contra pestes). Este método é muito diferente do que ocorre naturalmente com o desenvolvimento dos genes. O lugar em que o gene é inserido não pode ser controlado completamente, o que pode causar resultados inesperados uma vez que os genes de outras partes do organismo podem ser afectados.
(...)Os genes são transferidos entre espécies que não se relacionam, como genes de animais em vegetais, de bactérias em plantas e até de humanos em animais(...). A engenharia genética não respeita as fronteiras da natureza – fronteiras que existem para proteger a singularidade de cada espécie e assegurar a integridade genética das futuras gerações.
Quanto mais os genes são isolados de suas fontes naturais, maior é o controle dos cientistas sobre a vida. Eles podem criar forma de vida próprios (animais, plantas, árvores e alimentos), que jamais ocorreriam naturalmente. Na verdade, a industria está tentando dirigir o curso da evolução por si mesma.

segunda-feira, janeiro 16, 2006

Bem-vindos ao meu blog!!!!


Este blog foi criado exclusivamente para a elaboração de um trabalho de biologia, com o tema “Engenharia Genética”.
Espero que este seja um espaço de troca de informação entre colegas, amigos e professores da minha e de outras escolas, onde todos possamos aprender algo.
by: Raquel