Engenharia Genética ............................... este blog foi avaliado com 20 valores

segunda-feira, fevereiro 27, 2006

10 Factos Científicos sobre a Engenharia Genética


1. A ENGENHARIA GENÉTICA É FUNDAMENTALMENTE DIFERENTE DO MELHORAMENTO GENÉTICO. A inserção artificial de genes estranhos representa um distúrbio traumático para o preciso controle genético em células normais. Ele é completamente diferente em natureza da combinação de cromossomos paternos e maternos decorrente do mecanismo natural de cruzamento.
2. A ENGENHARIA GENÉTICA ATUAL É PRIMITIVA devido ao fato de ser ainda impossível guiar a inserção de um novo gene. É, portanto, impossível prever os efeitos do gene inserido. Mesmo que a posição do gene possa ser localizada após sua transferência, o conhecimento do DNA ainda é muito incompleto para que se possa predizer o resultado.
3. SUBSTÂNCIAS PERIGOSAS PODEM SER GERADAS DE FORMA IMPREVISÍVEL por causa da inserção de um gene estranho. No pior dos casos, estas podem ser tóxicas, alergênicas ou, de outra forma, prejudiciais à saúde. O conhecimento destes riscos ainda é extremamente limitado.
4. NENHUM MÉTODO DE AVALIAÇÃO É TOTALMENTE CONFIÁVEL. Acima de 10 por cento dos efeitos colaterais de novas drogas não foram passíveis de detecção, apesar de uma avaliação rigorosa da sua segurança. O risco de não se detectar as propriedades perigosas de um novo alimento produzido pela engenharia genética é, provavelmente, maior que no caso dos remédios.
5. AS REGRAS ATUAIS PARA A AVALIAÇÃO DE SEGURANÇA SÃO SERIAMENTE INADEQUADAS. Elas foram explicitamente projetadas para simplificar os procedimentos de aprovação. Elas aceitam testes de segurança extremamente insensíveis. Portanto, existe um risco considerável de que alimentos prejudiciais à saúde não sejam detectados.
6. OS ALIMENTOS PRODUZIDOS PELA ENGENHARIA GENÉTICA NÃO TEM VALOR RELEVANTE PARA A HUMANIDADE. Os produtos, principalmente, satisfazem interesses puramente comerciais
7. O CONHECIMENTO DOS EFEITOS ECOLÓGICOS DE SE LIBERAR ORGANISMOS MODIFICADOS GENÉTICAMENTE É EXTREMAMENTE INCOMPLETO. Ainda não foi provado de maneira positiva que organismos modificados genéticamente não causam danos ao meio ambiente. Várias complicações ecológicas potenciais foram antecipadas por especialistas em ecologia. Por exemplo, existem muitos caminhos para a difusão descontrolada de genes modificados e potencialmente perigosos, incluindo a transferência gênica por bactérias e vírus. As complicações ecológicas na sua maioria provavelmente serão impossíveis de corrigir, pois os genes liberados não podem ser recolhidos.
8. NOVOS E POTENCIALMENTE PERIGOSOS VÍRUS PODEM EMERGIR. Já foi demonstrado experimentalmente que genes virais inseridos podem se unir com genes de outros vírus infectantes (processo de recombinação). Esses novos vírus podem se tornar mais agressivos que os vírus originais. Os vírus também podem se tornar menos específicos à determinadas espécies. Por exemplo, um vírus de planta pode se tornar nocivo à insetos, animais ou até mesmo ao próprio homem.
9. O CONHECIMENTO DA SUBSTÂNCIA HEREDITÁRIA, O DNA, É MUITO LIMITADO. Apenas é conhecida a função de cerca de 3 por cento do DNA. É arriscado manipular sistemas ainda não conhecidos completamente. A extensa experiência proveniente da biologia, ecologia e da medicina mostra que isso pode causar sérios problemas e distúrbios.
10. A ENGENHARIA GENÉTICA NÃO VAI AJUDAR A SOLUCIONAR O PROBLEMA DA FOME MUNDIAL. A reinvidicação de que a engenharia genética pode contribuir significativamente para reduzir a fome mundial é um mito não respaldado pela ciência, criado para manipular o comportamento das pessoas em relação a engenharia genética de uma forma favorável.

terça-feira, fevereiro 14, 2006

Tratamento de doenças através de Monóxido de Carbono

(...) Uma das empresas que a partir de hoje vai gozar do capital de risco da PME Investimentos é a Alfama. Esta empresa receberá três milhões de euros, o maior investimento de capital de risco alguma vez atribuído em Portugal a uma empresa na área da biotecnologia.
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O que pensaria se lhe dissessem que uma empresa de ponta dedica o seu trabalho ao desenvolvimento de terapias à base de monóxido de carbono, para combater doenças como a artrite reumatóide (na imagem acima), a asma, a trombose ou a doença de Alzheimer?
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(...) A investigação - feita nos laboratórios do Instituto de Tecnologia Química e Biológica da Universidade Nova de Lisboa, em Oeiras, e no Instituto de Medicina Molecular da Universidade de Lisboa, onde a Alfama colabora com a unidade de artrite reumatóide - tem como objectivo desenvolver moléculas que levem as doses certas de monóxido de carbono aos sítios certos do organismo humano. "O que nos interessa é desenvolver as nossas moléculas, criar valor e chegar à fase de ensaio clínico. O capital de risco permite-nos investigar com capitais próprios, sem estar dependente", diz Nuno Arantes e Oliveira, doutorado em genética pela Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, e o responsável da Alfama. O antigo investigador, que actualmente se entregou à gestão de empresas de biotecnologia, defende que em Portugal existe uma boa base científica e que é preciso criar riqueza. O investimento de capital de risco que agora foi entregue à Alfama, entre outras 12 empresas, é apenas um exemplo do que projectos como este precisam para poderem criar essa riqueza, defende Arantes e Oliveira, acrescentando que devia de existir mais capital de risco. "Neste momento temos seis investigadores. Depois deste investimento podemos ter 16", diz Arantes e Oliveira. O monóxido de carbono está presente naturalmente no organismo humano e, sabe-se hoje, tem propriedades vasodilatadoras e anti-inflamatórias, entre outras. As terapias com monóxido de carbono são tanto mais eficazes quanto mais directamente forem aplicadas nos tecidos. Estes medicamentos exercem a sua acção terapêutica muito abaixo dos níveis de toxicidade que costuma associar-se ao monóxido de carbono.

sexta-feira, fevereiro 10, 2006

Cronologia dos Transgénicos

1719 - Primeiro registro de planta híbrida;
1799 - Primeiro registro de cereal híbrido;
1866 - Mendel publica seu trabalho sobre cruzamento de ervilhas;
1876 - Cruzamentos entre espécies e entre géneros;
1900 - EUA cultiva milho híbrido;
1953 - James Watson e Francis Crick descobrem a estrutura de dupla hélice do DNA;
1970 -Nasce a engenharia genética, com a recombinação de seguementos de DNA de uma bactéria depois de ter sido incluído um gene de sapo;
1980 -Primeira patente de um ser vivo: a Suprema Corte norte-americana decide que uma linhagem de bactérias capazes de digerir petróleo derramado em acidentes é patenteável;
1983 -Desenvolvida primeira planta geneticamente modificada: uma linhagem de tabaco resistente a antibióticos;
1989 - Nos EUA, 5 mil pessoas ficam doentes, 37 pessoas morrem e 1.500 ficam inválidas após consumir um suplemento alimentar feito a partir de uma bactéria modificada geneticamente, produzido pela empresa japonesa Showa Denko;
1990 - O governo norte-americano aprova o primeiro produto alimentício modificado geneticamente, umapara fazer queijo;
1994 - Primeiro alimento transgênico chega aos supermercados dos EUA: um tomate que demora a amadurecer;
1997 - É desenvolvido milho híbrido mais rico em vitamina A, zinco e ferro;
1998 - O Brasil aprova a plantação experimental de transgênicos em 48 áreas de SP, MG, PR e RS - A Monsanto do Brasil obtém autorização para plantação comercial da soja Roundup Ready. Liminar concedida pela Justiça, proíbe a liberação do produto para consumo antes de estudo de impacto ambiental;
1999 - Canola transgênica produz 55% a 68% mais gorduras benéficas - USP e Unicamp desenvolvem milho com gene humano - o governo britânico estende até 2002 moratória sobre cultivo de transgênicos - Parlamentares propõem uma legislação que obriga a rotulagem de transgênicos nos EUA - Em conferência de biodiversidade da ONU, em Cartagena, Colômbia, 170 países não chegam a um consenso sobre um Protocolo de Biossegurança;
2000 - A Monsanto faz canola enriquecida com betacaroteno, precursor da vitamina A - Pesquisadores desenvolvem arroz com betacaroteno - A Embrapa produz feijão resistente a vírus do mosaico dourado - A Alemanha proíbe o plantação e a venda de milho geneticamente modificado da Novartis AG - Delegados de mais de 130 países assinam em Montreal, no Canadá, o Protocolo de Biossegurança que prevê rótulos nos carregamentos de grãos, indicando que eles "podem conter" alimentos transgênicos.

terça-feira, fevereiro 07, 2006

Galinhas imunes ao vírus H5N1

Uma equipa especial do maior instituto de pesquisa científica da China está a tentar criar galinhas geneticamente modificadas para que possam resistir ao vírus da gripe das aves.
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Perante o alarme internacional provocado pela gripe das aves, cientistas chineses estão a estudar a modificação genética das galinhas para que, desde a nascença, sejam imunes à doença.Segundo uma informação publicada no Beijing Youth Daily, um dos principais jornais de Pequim, o departamento de Biofísica da Academia Chinesa de Ciências já deu início às pesquisas. Em paralelo, continua à procura de vacinas e antibióticos contra o vírus do tipo H5N1."O grupo de peritos em engenharia genética terá como função pesquisar os efeitos da gripe sobre as aves, para tentar criar galinhas geneticamente modificadas", indicou Tang Hong, um dos investigadores envolvidos no projecto, citado pelo jornal.Os cientistas já obtiveram uma técnica de modificação genética que consiste numa intervenção no ácido ribonucleico. De acordo com o Beijing Youth Daily, a base das experiências será uma técnica já usada em ratos pelos investigadores chineses, denominada "interferência no ácido ribonucleico", através da qual pequenos fragmentos do ácido impedem a replicação do vírus da gripe.Em declarações ao referido jornal, Tang Hong admitiu que o desenvolvimento genético de galinhas à prova de gripe das aves é uma longa tarefa que poderá durar anos. No entanto, caso o resultado seja positivo, poderá controlar a extensão da epidemia.Entretanto, e apesar das preocupações de grupos ambientalistas sobre a segurança das plantas para a alimentação humana e para os ecossistemas, a China está também a tentar aumentar a sua produção de arroz através de plantas geneticamente modificadas.

sábado, fevereiro 04, 2006

Quais são os impactos da engenharia genética?

Enquanto a engenharia genética continua a criar novas formas de vida que se desenvolveriam naturalmente, ela se recusa a reconhecer o quão sérios são seus riscos potenciais.
Riscos para a saúde: Os cientistas já introduziram genes de bactérias, escorpião e água-viva em alimentos cultiváveis. Os testes de segurança sobre estes novos alimentos contendo genes estrangeiros - e as regulamentações para sua introdução - até agora têm sido extremamente inadequados. Os riscos são muito reais. Alguns exemplos: · Os alimentos oriundos de cultivos transgênicos poderiam prejudicar seriamente o tratamento de algumas doenças de homens e animais. Isto ocorre porque muitos cultivos possuem genes de resistência antibiótica. Se o gene resistente atingir uma bactéria nociva, pode conferir-lhe imunidade ao antibiótico, aumentando a lista, já alarmante, de problemas médicos envolvendo doenças ligadas a bactérias imunes.· Os alimentos transgênicos poderiam aumentar as alergias. Muitas pessoas são alérgicas a determinados alimentos em virtude das proteínas que elas produzem. Há evidências de que os cultivos transgênicos podem proporcionar um potencial aumento de alergias em relação a cultivos convencionais . O laboratório de York, no Reino Unido, constatou que as alergias à soja aumentaram 50% naquele país, depois da comercialização da soja transgênica. Apesar destes riscos, alimentos transgênicos já estão à venda. No entanto, como os cultivos transgênicos não são segregados dos tradicionais - e como a regulação de rotulagem é inadequada - os consumidores estão sendo impedidos de exercer o seu direito de escolha, uma vez que não há como identificá-los.
Quem disse que é seguro?
Embora a engenharia genética possa causar uma grande variedade de problemas para o meio ambiente e para a saúde, os testes para provar sua segurança são muito superficiais. Experimentos conduzidos para testar a segurança ambiental são normalmente de curta duração e realizados em pequena escala. Raramente eles duram mais do que uma estação, enquanto os danos ambientais podem levar anos para tornarem-se aparentes. Os testes sequer mostraram as conseqüências que poderão acontecer quando estes organismos forem introduzidos na natureza, por não reproduzirem as condições reais do meio ambiente. Eles reproduzem as condições que as plantas terão quando forem cultivadas, uma vez introduzidas no ambiente. O Professor John Beringer, presidente do British Advisory Committee on Releases to the Environment admitiu que "nós não podemos aprender nada de fato dos experimentos"As medidas que tentam garantir a segurança dos alimentos transgênicos são tão fracas quanto as que tratam dos riscos ambientais. No entanto, autoridades que regulamentam este tipo de produto nos EUA, como o Departamento de Agricultura Americano e a FDA, continuam a aprovar o uso e a distribuição de produtos transgênicos. Na maioria dos casos, as decisões foram baseadas nas evidências apresentadas pelas próprias empresas. No Brasil, a CTN-Bio, órgão do governo que avalia a segurança dos alimentos geneticamente modificados, adotou o mesmo procedimento para dar o parecer positivo, em setembro de 1998, para variedades de soja da Monsanto. Na União Européia, há um critério mais rigoroso. Em função da pressão dos consumidores, a autorização para o plantio e comercialização para novos organismos transgênicos está suspensa até que a legislação seja reestruturada, porque esta não consegue assegurar padrões de segurança para o meio ambiente e a saúde humana. Nós estamos testemunhando um experimento global com a natureza e a evolução, cujos resultados são impossíveis de se prever. Testes inadequados e meios de controle regulatórios superficiais, que potencializam os efeitos danosos dos cultivos e alimentos transgênicos, talvez só sejam descobertos quando for tarde demais.