Engenharia Genética ............................... este blog foi avaliado com 20 valores

segunda-feira, março 27, 2006

Descoberto gene responsável pela pele seca

O gene responsável pela pele seca - e que favorece o aparecimento deeczema e de asma - foi identificado por uma equipa de cientistas internacionais, em conjunto com a University of Dundee, na Escócia.
O estudo, publicado na revista Nature Genetics, refere que o gene descoberto é responsável pela produção da proteína filagrina, que actua na formação de uma camada protectora da epiderme. A proteína filagrina, presente nas camadas externas da pele, impede, por um lado, a entrada de bactérias e vírus e, por outro, a saída de água, mantendo a pele hidratada. A redução ou ausência da proteína leva à descamação e secura da pele.
O estudo mostra que, numa parte da população, uma mutação genética desactiva o gene responsável pela produção da filagrina. E, enquanto as pessoas cujo organismo produz metade da quantidade normal de filagrina apresentam sintomas leves de secura da pele, em casos graves, o organismo não produz nenhuma filagrina.
Os especialistas esperam que a descoberta conduza a formas mais eficazes de tratar o eczema, agindo nas causas e não apenas nos sintomas. As terapêuticas actuais funcionam à base de emolientes, hidratantes e anti-inflamatórios.

domingo, março 26, 2006

"Cocktail" de anti-retrovirais protegeu macacos contra o vírus HIV


Uma injecção diária com um "cocktail" de dois anti-retrovirais usados habitualmente para tratar seropositivos protegeu macacos rhesus contra uma infecção pelo vírus da Sida, indicaram investigadores norte-americanos.
Embora muito preliminares, os resultados de uma investigação dos Centers for Disease Control and Prevention (CDC) dos EUA, apontam para a possibilidade destes dois medicamentos serem usados como tratamento preventivo de infecções contraídas por contactos sexuais.
A experiência foi realizada com 12 macacos rhesus, seis dos quais foram tratados com tenofovir (TDF) e emtricitabina (FTC). Esta combinação deu 100 % de protecção contra o vírus da Sida, que neste caso era uma combinação das versões humanas e da do macaco, afirmou Walid Heneine, dos CDC, numa comunicação ao 13º Congresso sobre Retrovírus e Infecções Oportunistas.
Todos estes macacos foram expostos rectalmente ao vírus da sida. A experiência foi repetida diariamente, durante 14 dias, com os dois grupos de símios, precisou Walid, um dos co-autores do estudo. Os investigadores prosseguiram as injecções subcutâneas dos dois anti-retrovirais (TDF/FTC) aos macacos tratados durante um mês depois do último contacto rectal com o vírus da sida. Enquanto que os seis macacos tratados com o cocktail de anti-retrovirais não contraíram o vírus, todos os outros animais do grupo testemunha foram infectados.

sábado, março 25, 2006

Vírus da gripe aviária sofre mutação genética

O vírus H5N1, que causa a gripe aviária, se desdobrou em duas variantes genéticas, de acordo com estudos feitos nos Estados Unidos e apresentados na Conferência Internacional sobre Novas Doenças Infecciosas, em Atlanta. A descoberta indica que o vírus pode sofrer mutações genéticas, o que dificulta os esforços no desenvolvimento de uma vacina e aumenta os riscos para seres humanos.Os cientistas dos Estados Unidos analisaram mais de 300 amostras do H5N1 retiradas de pássaros e pessoas infectadas com o vírus entre 2003 e o verão de 2005. Antes de 2005 todos os casos registrados da doença em humanos haviam sido causados por um subtipo do vírus H5N1, que contaminou pessoas no Vietnã, Camboja e Tailândia.Análises mais recentes do Centro para o Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos levaram à identificação de uma outra variante enética, que aparentemente surgiu no ano passado e infectou pessoas na Indonésia.
"À medida que o vírus continua sua expansão geográfica, também está passando por uma expansão em sua diversidade genética", disse a pesquisadora Rebecca Garten. "Em 2003 nós só tínhamos uma variação genética do H5N1 com o potencial de causar uma pandemia humana. Agora temos duas."

segunda-feira, março 20, 2006

Banho de ouro cria vírus precioso

Parece ficção científica: cientistas brasileiros estão usando nanotecnologia e engenharia genética, nos EUA, para criar substâncias inteligentes, capazes de levar remédios até as células doentes do corpo e entregá-los somente para elas. O plano é construir táxis biotecnológicos com dois componentes jamais reunidos: nanoesferas de ouro e um tipo de vírus.
O vírus é mortal, mas só para bactérias. Ele mata os germes obrigando-os a produzir inúmeras cópias de si mesmo. É por isso chamados de bacteriófago ("fago", no apelido), um antigo cavalo-de-tróia dos geneticistas.
Foi com base nos fagos que um casal de pesquisadores brasileiros (...) criou uma tecnologia comparável ao sistema de CEP, ou código de endereçamento postal. Depois de descobrir que tecidos doentes, como tumores e vasos danificados, exibem moléculas peculiares e únicas na superfície de suas células, eles conseguiram montar moléculas complementares a esses receptores nos fagos.
Os complementos na superfície do vírus funcionam como um CEP. Injetados no organismo, os fagos procuram e só vão acoplar-se às células que reconheçam o código. Nos últimos anos,já haviam demonstrado a possibilidade de acoplar esses CEPs a moléculas assassinas, que matam a célula assim que passam pela sua membrana. Mísseis teleguiados, por assim dizer.
A idéia inicial era modificar a estrutura do próprio vírus, incluindo nela partículas de ouro para poder rastreá-las dentro do corpo. Mas percebeu-se que se poderia tirar proveito da interação entre as cargas elétricas das proteínas do vírus e as das nanoesferas para estabilizá-los numa espécie de rede, que aprisiona as bolinhas de ouro entre as fibras alongadas dos vírus como se elas fossem peixes.
"Foi um avanço importante, porque pudemos então usar o fago como ele é e fazer bactérias sintetizarem um polímero muito complexo, que pode funcionar como um endereçamento de tecidos programável no interior da estrutura do nanotáxi."
Embora seja ainda só um conceito, o grupo sonha com a possibilidade de injetar em pacientes essa matriz carregada de células-tronco, ou de drogas poderosas. Com os CEPs corretos, ela seria capaz de achar um tecido cardíaco danificado, por exemplo.
"Os fagos podem reproduzir-se quando em contato com bactérias, mas o próprio nanotáxi não se reproduz"
"Essa é a nossa visão do futuro e tudo precisa ser mais estudado e traduzido em aplicações clínicas"

sábado, março 18, 2006

Em busca da imortalidade


Com a ajuda de vírus, bactérias e células-tronco, pesquisador inglês diz ser possível viver até mil anos.
Se depender de um polêmico cientista britânico chamado Aubrey de Grey, em breve a expectativa de vida do ser humano pode aumentar uma eternidade. Pesquisador da Universidade de Cambridge (Reino Unido), Grey apostou nessa sua tese numa reunião da Associação Americana para o Progresso da Ciência. E garante que nada disso é mágica. Segundo ele, a fonte da juventude está na reparação dos danos moleculares e celulares que ocorrem no organismo humano ao longo do tempo.
Grey se baseia em suas pesquisas com ratos. Usando duas técnicas (restrição calórica e mutações genéticas), ele diz ser possível estender a vida dos roedores em até três anos. E propõe uma terapia somando três “ferramentas vitais”: vírus, células-tronco e bactérias.
Os vírus geneticamente modificados auxiliariam o próprio organismo a consertar seus genes danificados – uma espécie de medicamento genético agindo sobre genes doentes. Já as células-tronco seriam capazes de repor as “células perdidas” que o organismo não mais produz por conta do envelhecimento. Finalmente, as bactérias serviriam como “lixeiras”, eliminando as moléculas acumuladas. “Seria possível viver mil anos”, diz Grey.
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“O organismo humano não é como o dos ratos. E o primeiro problema no homem é a inevitável fragilização de seu sistema imunológico”, afirma Andrea Prates, coordenadora do Centro Internacional de Informação para o Envelhecimento Saudável (Cies). Enquanto a ciência avança com erros e acertos, a melhor alternativa ainda é seguir o velho receituário da vida saudável: prevenir-se do stress, evitar a ingestão de gordura, exercitar-se fisicamente e manter a mente sempre ativa.

sexta-feira, março 17, 2006

Quem disse que as galinhas não têm dentes????


Cientistas da Universidade de Manchester, nos Estados Unidos, fizeram um estudo comprovando que é possível ativar genes de galinhas para induzir ao crescimento de dentes. A pesquisa foi publicada na edição desta semana da revista Current Biology. A descoberta pode ter aplicações na regeneração de tecidos humanos.
O estudo foi possível depois que o bico de uma galinha mutante chamada Talpid, morta há 50 anos, foi reexaminado, e uma arcada dentária completa foi encontrada. "O que descobrimos foram dentes similares àqueles dos crocodilos. Não por acaso, porque as aves são os parentes vivos mais próximos do réptil", disse Mark Ferguson, cientista da universidade.
Os pesquisadores queriam saber se a memória genética da ave - remontando há 80 milhões de anos, quando aves tinham dentes - poderia ser despertada. Então induziram o crescimento em
galinhas normais, com sucesso.
Um dos pesquisadores, o professor Mark Ferguson, afirma que a pesquisa tem grandes implicações na compreensão do processo da evolução. Também teria aplicações na regeneração de tecidos, incluindo a reposição de dentes perdidos em humanos.

domingo, março 12, 2006

Engenharia genética. Positiva ou Negativa?????



A biotecnologia agora pode cruzar animais com plantas, deixando os vegetarianos confusos. O mundo científico hoje tem o poder de alterar os processos mais íntimos da natureza, não somente transferindo características entre vegetais, mas também realizando alterações cruzadas entre vegetais, animais e seres humanos.
(...)
Muitos acreditam que os animais têm o direito de viver suas vidas livres da interferência humana, de acordo com suas estruturas genéticas originais. Além disto, os animais também jamais poderão servir como modelo de doenças humanas porque são demasiado diferentes. No entanto, cientistas continuam tentando, quanto mais não seja porque o mercado de transplantes humanos está avaliado em mais de 6 bilhões de dólares por ano.
A biotecnologia nos últimos anos tem progredido aos trancos e barrancos, representando um salto quântico na exploração dos animais e permitindo aos seres humanos transportar gens de uma espécie animal para outra completamente diferente. Cientistas e empresas de biotecnologia dos países mais desenvolvidos querem criar novos animais que produzam carnes mais saborosas em maiores quantidades, maiores quantidades de lãs mais sedosas e mais facilmente industrializáveis, além de animais com órgãos que possam ser transplantados para seres humanos. Isto não pára aí: muitas das culturas geneticamente modificadas, já em testes de campo nos Estados Unidos e no mundo todo, podem não somente produzir um impacto devastador tipo Parque dos Dinossauros no eco-sistema global, como também afetar economias de países do terceiro mundo dependentes da agricultura. A engenharia genética é uma ciência reducionista que ignora seus amplos efeitos dinâmicos nos ecosistemas do planeta.
A engenharia genética envolve a introdução de genes contendo ADN retirado de seres humanos ou animais e injetado dentro de células de bactérias, fungos ou outros animais, sendo um de seus resultados os assim chamados animais transgênicos, que não podem se desenvolver naturalmente ou através da seleção natural.
(...)
Uma vez produzido o animal transgênico, começa seu sofrimento. Por exemplo: genes não porcinos foram colocados em porcos para produzir animais com úlceras gástricas, doenças do fígado e rins, aleijões, visão defeituosa, perda de coordenação, susceptibilidade à pneumonia e ao diabetes.
As pesquisas de engenharia genética são desenvolvidas mais freqüentemente em animais tais como ratos, porcos, ovelhas e outros animais de criação e peixes, assim como em plantas, como tomate, tabaco e grãos.
Vegetarianos em todo o mundo estão seriamente preocupados se o alimento que ingerem é realmente vegetal. O tomate Flavr Savr, como é chamado, é geneticamente alterado pela introdução de genes de um peixe, o linguado encontrado no Ártico, para torná-lo resistente ao congelamento e ao transporte, para que permaneça maduro por mais tempo na própria planta ao mesmo tempo que permaneça firme durante a colheita, maior e mais saboroso. (...)
Outros experimentos que tais incluem gens de galinhas introduzidos em batatas, para aumentar a resistência às doenças e para aumentar o tamanho e o tempo de comercialização, tabaco alterado com gens para reduzir impurezas, ou com gens de vaga-lume para se iluminarem à noite. (...) Um rato geneticamente criado sem sistema imunológico foi desenvolvido para produzir órgãos humanos internos ou externos tais como orelhas. A ausência de um sistema imune assegura que o rato não rejeitará o tecido humano. (...)
Da mesma forma, cientistas têm desenvolvido fígados, pele, cartilagem, ossos, ureteres, válvulas cardíacas, tendões, intestinos, vasos sangüíneos e tecidos para mamas com tais polímeros.
(...)
Em outro experimento bizarro, cientistas indianos do Nimbalkar Research Institute, Phaltan, Maharashtra, criaram por inseminação artificial um animal com a cabeça de um bode e o corpo de uma vaca. Este animal engorda mais rápido e assim a quantidade de carne aumenta.
(...)
A engenharia genética chegar a este ponto é um símbolo do consumismo ensandecido. Será realmente correto que os animais e o meio ambiente tenham que suportar a violência de nossa curiosidade insaciável?

sábado, março 11, 2006

Técnologia do DNA recombinante

Actualmente, através da engenharia genética é possível introduzir e tornar funcional, num ser vivo, um gene proveniente de outro ser vivo de uma espécie diferente. Esta técnica permite criar microrganismos capazes de sintetizarem proteínas com interesse comercial e alterar características de plantas e de animais.A introdução de genes humanos em bactérias ou leveduras permitiu, por exemplo, a produção em massa de hormonas e de vacinas. Desta forma, obtêm-se estes produtos em quantidades ilimitadas e, portanto, a custos mais reduzidos.No entanto, apesar dos seus benefícios inegáveis, estas modificações genéticas levantam sérias preocupações éticas relacionadas com eventuais impactos negativos sobre o ambiente, a saúde pública e a sociedade e os seus valores.

quinta-feira, março 09, 2006

Humanos quadrúpedes encontrados no Curdistão desafiam cientistas!!


Uma família curda, da qual cinco membros caminham sobre os pés e as mãos, tornou-se objecto de estudo de cientistas que acreditam podem descobrir importantes facetas da evolução humana. A família, descoberta no Curdistão turco em julho passado(...). Os cientistas identificaram uma anomalia genética que impede cinco irmãos da família de caminharem erguidos. Dois deles nunca conseguiram andar usando apenas as pernas. Os outros podem caminhar como o resto dos humanos, mas só por trechos muito curtos.
Alguns especialistas acham que um defeito genético provocou uma espécie de regressão na cadeia evolutiva, mas outros cientistas acreditam que se trata de um dano cerebral.