Engenharia Genética ............................... este blog foi avaliado com 20 valores

sexta-feira, abril 21, 2006

Criados mosquitos transgénicos para combater a malária


Pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em Minas Gerais anunciaram ontem que conseguiram fazer uma alteração genética no mosquito da malária que eliminou sua capacidade de transmitir a doença. O inseto transgênico pode ser a solução para um problema mundial de saúde pública. Presente em quase uma centena de países, a malária infecta aproximadamente 500 milhões de pessoas por ano.
Por questões de segurança, o experimento da Fiocruz usou como modelo o mosquito Aedes fluviatilis, que transmite o parasita da malária das aves (Plasmodium gallinaceum). Os experimentos com a malária humana estão prestes começar e devem ser concluídos ainda neste ano. O P. gallinaceum é 'primo' dos plasmódios causadores da malária humana (P. falciparum e P. vivax), transmitidos pelos mosquitos do gênero Anopheles.
O mosquito é alterado ainda na condição de ovo. Na teoria, o procedimento é simples. Na prática, porém, exige profundos conhecimentos de engenharia genética. Os pesquisadores introduzem dois tipos de DNA nos cromossomos dos embriões do mosquito Aedes. O primeiro DNA é apenas um marcador. Retirado de águas-vivas, ele deixa o mosquito fosforescente quando observado com lentes especiais. O objetivo é saber com rapidez se o DNA foi, de fato, inserido com sucesso no cromossomo do inseto.
O segundo DNA é o que realmente interessa. Trata-se do material genético retirado do veneno de abelhas. Agregado ao cromossomo, ele faz com que o organismo do Aedes produza uma proteína que impede o mosquito de transmitir o plasmódio causador da malária. Um organismo transgênico, ou geneticamente modificado, é aquele que recebeu genes que não fazem parte de sua composição original. Esses genes lhe dão características que não são naturais de sua espécie. Transmissão - Um mosquito comum adquire o parasita ao picar uma pessoa doente. O plasmódio fica no intestino do inseto até cair na circulação, por onde chega às glândulas salivares. A doença se propaga quando o mosquito pica outra pessoa.
Por causa do DNA do veneno de abelha, no inseto transgênico os cromossomos estarão programados para produzir uma proteína que cercará o intestino e impedirá que o plasmódio caia na circulação para chegar às glândulas salivares. Ou seja, o mosquito se infectará com o parasita, mas não conseguirá contaminar outras pessoas.
Os pesquisadores da Fiocruz em Minas já têm cerca de cem Aedes fluviatilis adultos e perto de mil larvas. Observados com lentes especiais, todos têm os olhos fosforescentes - é a confirmação de que o material genético inserido artificialmente 'pegou' e passou de uma geração para a outra. Futuro - A idéia é que, no futuro, esses mosquitos imunes ao plasmódio se reproduzam e substituam os que transmitem a malária. 'Mas, até lá, será um longo caminho', afirma o engenheiro agrônomo Luciano Andrade Moreira, que conduziu os estudos do Laboratório de Malária da Fiocruz. Segundo ele, é preciso comprovar que os mosquitos transgênicos não oferecerão problemas ao ambiente ou aos humanos.
Ainda não se sabe, por exemplo, se ao deixar de transmitir o plasmódio, o inseto passará a transmitir outros tipos de parasitas, como o da dengue. Também não se sabe se eles terão condições de competir com outras espécies e sobreviverão no meio ambiente.
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'De qualquer forma, esse mosquito não será a solução para o problema'
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'Para combater a malária, precisamos trabalhar com a conscientização da população, melhorar o atendimento na área de saúde e intensificar o combate ao mosquito vetor.'

by:http://www.oliberal.com.br/oliberal/interna/default.asp?modulo=247&codigo=149515

terça-feira, abril 11, 2006

Café transgênico está longe de chegar ao mercado


Pesquisadores em países como Brasil, França e Estados Unidos estão tentando desenvolver um café geneticamente modificado livre de cafeína e que possa ser colhido mais facilmente ou resistir melhor à estiagem, às geadas e às doenças. Entretanto, o produto transgênico está muito longe de chegar ao mercado, podendo demorar de 15 a 20 anos, segundo informações divulgadas em um seminário da Organização Internacional do Café (OIC) em Londres.
"Não beberemos uma xícara de café GM amanhã. Não há meios de avaliar em qual ano chegará, mas definitivamente não nesta década", afirmou o diretor do Serviço de Padrão e Qualidade de Alimentos da Organização de Agricultura e Alimentos (FAO, em inglês). O Brasil, maior produtor de café do mundo, está investindo milhões de dólares em pesquisas, mas provavelmente não terá o café transgênico no mercado em um prazo de 15 a 20 anos, por causa das diversas barreiras técnicas, legislativas e comerciais, disse o pesquisador da Embrapa, Luiz Gonzaga Vieira.
Experiências de campo na Guiana Francesa sofreram destruição por pessoas não identificadas em agosto do ano passado, atrasando a pesquisa para uma variedade de café resistente às doenças, afirmou o consultor de café do instituto de pesquisa CIRAD, Christophe Montagnon. As safras transgênicas, como as de milho e as de soja, são cultivadas em grande escala nos EUA, Canadá, China, Argentina e no Brasil, mas na União Européia há resistência por parte dos consumidores e de grupos ambientalistas.
Nenhuma nova aprovação para cultivo de organismos geneticamente modificados (OGMs) foi concedida no bloco europeu desde 1998, quando a região começou a impor uma barreira sobre a permissão de importação de novos OGMs.
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Café transgênico prejudicaria países pobres
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Juntamente às discussões ambientais e de saúde que envolvem os organismos geneticamente modificados, o café provoca outra preocupação, com argumentos ainda mais emotivos por causa de sua importância para economias de países pobres na África, na Ásia e na América Latina.
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Diferentemente de outras safras transgênicas comercializadas até então, o café não é um alimento primordial, mas um produto de luxo. "Para os produtos que dependemos para nossa sobrevivência, uma solução transgênica é necessária. Mas o café é vendido porque atrai a parte emocional do cérebro, se não há prazer, não há consumo", declarou o presidente da italiana Illycafe, Ernesto Illy.
Ele disse que a indústria deveria manter seu foco na produção tradicional ao invés da engenharia genética e reclamou que as pesquisas de GMs se concentraram até agora no aumento da produção e não na melhora da qualidade. O café também é uma safra perene, com pés durando cerca de 30 anos, diferente das safras anuais produzidas atualmente por meio da biotecnologia. "Um produtor não pode apenas semeá-lo e, então, removê-lo após um ano se não funcionar... os pés perenes serão as últimas (safras) a serem comercializadas", afirmou o coordenador de projetos de café da britânica Cabi Bioscience, Peter Baker.
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Pequenos produtores, particularmente na África, devem ser prejudicados pela tecnologia, afirmou o diretor da OIC, Néstor Osório. Ele disse que a OIC apoiará as iniciativas para pesquisas de desenvolvimento de seus membros, mas que cada país terá de tomar suas próprias decisões sobre o debate dos organismos geneticamente modificados.
by: http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,,OI534587-EI1434,00.html

domingo, abril 09, 2006

Terapia genética pode tratar problemas circulatórios


Os problemas de circulação agudos causados pela diabetes ou pelo tabaco podem ser tratados por terapia genética, indica um estudo divulgado pela Universidade de Muenster, na Alemanha. Os resultados – obtidos num grupo de 107 pacientes, todos em estado muito avançado destas perturbações circulatórias – foram positivos e fazem esperar uma redução do número de amputações devidas a estes problemas de saúde, afirmou Sigrid Nikol, autor das investigações. O tratamento, administrado por injecção, introduz um gene nos músculos da perna, acima e abaixo do joelho. Este desencadeia a produção de novos vasos sanguíneos que melhoram a circulação do sangue. No final do ano terá início um novo estudo mundial, sob a égide do laboratório Sanofi-Aventis que está na origem do projecto. A data e o lançamento no mercado do tratamento "depende de imensos factores. Só podemos especular", referiu Sigrid Nikol, estimando, no entanto, que o tratamento poderá ser comercializado até 2010.
by: http://www.mni.pt/destaques/?cod=8082&MNI=0651e1226e66b021d2c10be401fb29aa

sexta-feira, abril 07, 2006

Cientistas curam afecção sanguínea congênita com terapia genética

O risco de leucemia nos transplantados, no entanto, permanece
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GENEBRA - Pela primeira vez no mundo, pesquisadores suíços e alemães conseguiram curar uma afecção sanguínea congênita com um tratamento genético. O experimento científico, cujos resultados aparecem no último número da revista Nature Medicine, foi feito durante um ano e meio com dois pacientes de 25 e 26 anos afetados por uma granulomatose séptica, uma deficiência do sistema imunológico capaz de provocar a morte, informou nesta segunda-feira a imprensa suíça.
Especialistas do hospital pediátrico universitário de Zurique e dois colegas alemães de Frankfurt extraíram células-tronco do sangue dos doentes e as muniram de uma cópia saudável do gene defeituoso. Depois, as transplantaram de novo na medula óssea dos jovens em um procedimento idêntico ao realizado há um ano em um menino de 5 anos.
O segredo da proeza científica foi a utilização de um vetor aperfeiçoado e especialmente concebido para a ocasião, assim como a submissão dos pacientes a sessões de quimioterapia "suave" para a destruição das células portadoras de genes deficientes e a melhor implantação das saudáveis.
O entusiasmo dos especialistas, no entanto, exige certa cautela, já que o risco de leucemia nos transplantados permanece e ainda não foi determinada a duração dessa resposta terapêutica. Segundo estudo, existe a possibilidade de o sistema inativar os genes modificados e provocar seu consequente desaparecimento.

quinta-feira, abril 06, 2006

Criado protótipo de vacina por engenharia genética para combater gripe das aves

Cientistas do Centro para Controlo da Doença norte-americano criaram um protótipo de vacina contra a eventual pandemia em humanos da gripe das aves através de engenharia genética, noticiou a BBC.
A investigação de uma equipa do Center for Disease Control and Prevention norte-americano, publicada na prestigiada revista médica The Lancet, relata a experiência da vacinação feita em ratinhos, através de engenharia genética, na qual se verificou a protecção das cobaias contra uma versão do H5N1 que circulou em 2003.
Este é um dos primeiros passos para a criação de uma vacina de uma forma mais rápida que a tradicional e foi concretizado através da modificação genética de um adenovirus (vírus respiratório) para que este produza o subtipo 5 da proteína hemoglutinina, um dos componentes do vírus H5N1 da gripe das aves.
A forma tradicional de desenvolver vacinas é através da injecção de vírus ligeiramente alterados - que não provocam a doença - em ovos de galinha. Mas, com esta técnica, o processo pode levar seis meses a estar concluído, pelo que os cientistas procuram novas formas de o acelerar, estimando-se que a utilização da engenharia genética venha a ser uma solução.

quarta-feira, abril 05, 2006

Cientistas identificam gene do metabolismo da gordura

Um grupo de cientistas americanos identificou um gene que oferece uma nova pista sobre a obesidade e pode levar ao desenvolvimento de novos medicamentos para o controle do metabolismo da gordura.
Segundo a Agência Fapesp, os pesquisadores da Universidade do Estado de New Jersey (Rutgers), Estados Unidos, encontraram novos dados no funcionamento molecular da proteína resultante do gene estudado.
A proteína conhecida como lipina é uma enzima importante no processo de regulagem da gordura. "A atividade da lipina pode ser um alvo farmacêutico importante para o controle da gordura corporal em humanos, levando ao tratamento de condições que vão da obesidade à perda de peso em portadores de HIV", disse George Carman, líder da pesquisa.
Estudos anteriores com camundongos mostraram que a falta de lipina causa a perda de gordura, e que o excesso promove o acúmulo de uma quantidade extra, o que levou à conclusão de que a substância estaria envolvida com o metabolismo da gordura. Só não se sabia como.
Em artigo a ser publicado em abril no Journal of Biological Chemistry, os pesquisadores descrevem que a lipina é uma enzima do tipo PAP, um catalisador protéico necessário para a formação de gorduras, especialmente triglicerídios.
O grupo tomou como modelo de estudo o fermento biológico (Saccharomyces cerevisiae) usado por padeiros. "Isolamos a enzima PAP do organismo que corresponde na forma à lipina em mamíferos e verificamos que as células sem a enzima apresentaram uma redução de 90% de gordura", explica Carman.
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Experiência mostrou relação entre elementos
Os pesquisadores analisaram a seqüência de aminoácidos que formavam a enzima, o que permitiu rastrear a origem do processo até o gene responsável pela ativação, o PAH1. Para confirmar a relação, introduziram em bactérias o gene recém identificado. Os resultados foram similares.
A equipe da Rutgers verificou em seguida que a enzima codificada pelo gene PAH1 não apenas era semelhante como atuava de forma muito parecida com a lipina encontrada em mamíferos, deduzindo dali a relação entre a enzima PAP e a lipina.

terça-feira, abril 04, 2006

Cientistas criam bexigas em laboratório

Caminho aberto para a reconstrução de outros órgãos humanos.
Cientistas norte-americanos conseguiram criar uma bexiga humana através de tecidos vivos produzidos em laboratório. Os resultados são considerados pela comunidade científica como um enorme avanço na ciência.

Uma equipa de investigação do Instituto de Medicina Regenerativa, nos EUA, conseguiu reconstruir uma bexiga humana, órgão considerado muito complexo, através de tecidos criados em laboratório a partir das células do próprio doente. O sucesso da intervenção médica foi comprovado num grupo de sete pessoas entre os 4 e os 19 anos que sofria de incontinência urinária e que se submeteu a esta experiência inovadora. Até agora, as bexigas criadas em laboratório revelaram-se pouco eficazes e muitas vezes o corpo chegava mesmo a rejeitá-las. A equipa de investigação já está a aplicar a mesma técnica na construção de válvulas cardíacas e vasos sanguíneos, mas os cientistas alertam para a dificuldade de criar em laboratório órgãos como rins, coração ou cérebro.